O conceito de Business Intelligence

Uma ferramenta que permite aos gestores de negócios uma análise inteligente da infinidade de dados gerados por seus  diversos sistemas e processos. Assim o Business Intelligence pode ser rapidamente definido. Um sistema de BI pode dar a dados relacionados a clientes, estoque, recursos humanos ou a informações contábeis muito mais utilidade do que se possa imaginar.

E essa capacidade independe do tamanho da empresa que busca entender clientes e saber onde há riscos para os seus negócios. “As necessidades de saber, por exemplo, quem vende mais, qual produto dá maior margem de lucro e outras informações desse tipo, são comuns às empresas de todos os portes”, justifica Marcos Chomen, diretor regional da Cognos no Brasil.

Até então guardadas em planilhas de Excel, Access ou bancos de dados existentes no mercado, todo este universo de dados acaba esquecido, sem utilidade histórica maior para a empresa detentora. Além disso, como normalmente os dados eram mantidos em ilhas em cada um dos departamentos da organização, sem correlações de negócios com os demais, colher a informação necessária e analisá-la em tempo de utilizála em favor do negócio era algo trabalhoso e difícil. E é exatamente aqui que entram as ferramentas de Business Intelligence, mais conhecidas no mercado por sua sigla BI (pronunciada em inglês).

Com elas fica mais simples reunir, armazenar, acessar e analisar todos os dados corporativos reunidos pela empresa ao longo de sua história. As informações passam a apoiar a tomada de decisões e, mais do que isso, indicar caminhos e mudanças benéficas a serem seguidos e tomados por uma empresa. “BI não é novidade”, diz Luiz Câmara, presidente da InfoBuild. “A análise de dados já acontece há muito tempo. A diferença é que agora ela é muito usada para a tomada de decisões”, explica, acrescentando que à medida que cresce a concorrência, a compreensão e correta interpretação de todos esses dados pode ser vital para uma empresa.

“No mundo de tempestade de informações, é preciso conseguir filtrar os dados, e o BI pode ajudar em duas coisas fundamentais: reduzir custos e aumentar receitas. Como? Otimizando processos por meio da análise de dados, melhorando produtos ou criando novos. Com isso as empresas, independente de seu tamanho, podem conquistar novos clientes”, engrossa o coro Flávio Bolieiro, vice-presidente da MicroStrategy para a América do Sul. Adriano Chemin, vice-presidente de vendas indiretas da Oracle Brasil, subsidiária da companhia que está em processo de

aquisição da Hyperion, acredita na tendência de massificação que, segundo ele, já havia sido verificada por institutos de pesquisa.

“A IDC já apontou a necessidade de massificação do BI. Suas informações devem apoiar qualquer decisão corporativa de qualquer departamento”, afirma o executivo.

Como o próprio nome sugere, as soluções de Business Intelligence são adotadas para trazer inteligência ao negócio de uma companhia. Elas envolvem ferramentas e sistemas desenvolvidos para coletar e analisar dados de maneira planejada e estratégica para a organização – o BI auxilia as empresas a traçarem o perfil de seus clientes, oferecerem suporte adequado a cada um deles, realizar

pesquisas e a segmentação do mercado, fazer análises estatísticas e inventários, entre outra infinidade de aplicações. O BI se coloca como um mecanismo de feedback, não importando o tamanho da empresa nem a área cujos dados são analisados. Toda vez que a empresa tem esse feedback, ela consegue melhorar o processo, seja ele qual for.

“É possível ter uma visão mais ampla daquilo que se passa com suas operações”, afirma Câmara. Mais que isso, Bolieiro lembra que com o BI é possível às empresas fazer correções de rota antes que sejam surpreendidas por resultados abaixo dos planejados.

Com o passar do tempo, e seguindo o exemplo da evolução da grande maioria das tecnologias disponíveis atualmente, o BI ganhou incrementos e teve suas funcionalidades aprimoradas, passando a ser considerado um aplicativo de análise preditiva, com capacidades de agregar e analisar todos os dados recolhidos pelas companhias por meio de sistemas de gestão empresarial, ferramentas de gerenciamento da cadeia de suprimentos (Supply Chain Management) e, em especial, das soluções de gestão do relacionamento com o cliente (CRM). “O BI era uma ferramenta de controle e planejamento de médio e longo prazos, que emitia relatórios anuais e semestrais, com base nos quais era possível fazer planejamentos. Hoje, é muito mais pro ativo”, destaca Câmara, da InfoBuild.

Fonte: Revista PC World

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