Estressado? Descubra Quais são os Sintomas de Estresse no Trabalho!

Estressado? Descubra Quais são os Sintomas de Estresse no Trabalho!

Sabe aqueles dias em que as horas no trabalho não passam, as demandas são mais cansativas e todo mundo à sua volta parece estar tranquilo com suas atividades, enquanto você está atolado e sem tempo até mesmo para um cafezinho? Se estas ocorrências têm se tornado cada vez mais frequentes, fique atento, pois você pode estar sofrendo com o estresse no trabalho.

Quando estamos nos sentindo pressionados, o grau de exigência do meio está muito alto e assumimos mais demandas do que conseguimos, o trabalho — que deveria gerar satisfação e autoconfiança — se torna um inimigo e o principal gerador de cansaço, angústia e desmotivação.

Segundo pesquisa realizada pela Associação Internacional de Controle de Estresse (ISMA), o Brasil ocupa a segunda colocação entre os países em que os profissionais têm os níveis mais altos de estresse no trabalho, em todo o mundo. De acordo com o estudo, 3 entre 7 trabalhadores brasileiros sofrem da síndrome de Burnout, que tem como principal característica o esgotamento emocional, psicológico e físico em decorrência do excesso de trabalho.

Para que você não caia nesta armadilha e comece agora mesmo a se cuidar, vou compartilhar dicas poderosas, que vão transformar o seu dia a dia e trazer-lhe mais paz para realizar suas atividades, tanto dentro, quanto do ambiente de trabalho.

 

O que podemos chamar de estresse?

Antes de começarmos a nos aprofundar um pouco mais neste assunto, que necessita de toda a sua atenção, é preciso fazer uma breve distinção entre um indivíduo que está verdadeiramente estressado, que tem adoecido em decorrência do trabalho, e aquele que está um pouco mais cansado do que o normal. Digo isso, pois muitas pessoas confundem estresse com cansaço e precisam deste esclarecimento para entenderem a situação, bem como aprenderem a se cuidar melhor.

Assim, podemos dizer que sofrem de estresse aqueles indivíduos que simplesmente não conseguem descansar, vivem excessivamente preocupados, perdem noites e mais noites de sono, entre muitos outros sintomas. Tudo isso, faz com que a pessoa estressada sinta-se emocional e fisicamente desgastada, perdendo, com isso, a motivação, não só para desempenhar suas atividades profissionais, como também as pessoais, até mesmo aquelas que lhes proporcionam mais prazer e satisfação.

É fundamental que fiquemos atentos, principalmente nos tempos atuais, em que muitos profissionais são cada vez mais exigidos em seus postos de trabalho e, para se destacarem no mercado profissionalmente, acabam se dedicando mais do que devem e precisam, prejudicando, assim, sua saúde física e mental.

 

Conheça as Três fases do Estresse

Alerta – Quando o estresse ainda é considerado positivo e estimula o profissional a se superar, agir efetivamente, promover resultados e crescer na carreira;
Resistência – Fase em que o estresse se manifesta fisicamente e dá os primeiros sinais de que começa a afetar o corpo, gerando problemas na pele, queda de cabelo, perda de peso, bruxismo. Este é o momento de intervir para evitar maiores e piores consequências;
Esgotamento – Quando o cansaço se torna crônico, o desinteresse com a vida e os sinais de depressão e apatia são percebidos mais fortemente. Neste estágio, considerado avançado, é necessário fazer um acompanhamento multidisciplinar.

 

Sintomas de Estresse no Trabalho

Para lhe ajudar a ficar atentos aos sinais, quando eles começarem a surgir, confira, a seguir, quais são os principais sintomas de estresse no ambiente de trabalho.

Queda de cabelos

Situações estressantes aumentam a produção da proteína NFG, que causa inflamação e queda acentuada e acelerada de cabelos. Embora seja normal perder certa quantidade de fios por dia, o estresse pode aumentar a queda a ponto de mudar a aparência da pessoa.

 

Cansaço constante

Mesmo tendo dormido uma noite inteira, a pessoa estressada acorda todos os dias se sentindo ainda mais cansada do que estava ao se deitar, além de indisposta para o trabalho ou qualquer outra atividade. O atividade profissional se torna um fardo, e não há mais motivação ou sentimento de realização ao executá-lo.

 

Insônia

Os sinais de estresse no trabalho também se manifestam por meio de nosso sono e pela falta dele — quando a pessoa demora para adormecer, fica pensando nas tarefas do dia seguinte ou tem a sono interrompido várias vezes.

 

Alterações de humor

A instabilidade no humor também é um sinal de estresse. Quanto maior o nível, mais difícil fica para o profissional se abstrair e rir de coisas simples e cotidianas, uma vez que não consegue mais ver sentido nenhum nos assuntos ou vontade de se conectar às pessoas à sua volta.

 

Ranger os dentes

O apertamento e o ranger de dentes, especialmente durante o sono, também estão associados ao estresse. Como consequência, a pessoa pode sofrer com dores que incluem cabeça, ouvido, nuca, face e que pode se estender até a coluna.

 

Apatia e necessidade de isolamento

Nada mais faz sentido ou gera interesse no profissional com níveis altos de estresse.  As emoções “desaparecem” de tal forma que a pessoa tem dificuldades de demonstrar seus sentimentos e expressar aquilo que está pensando. Seu desejo é apenas ficar sozinho e longe de tudo e de todos.

 

Problemas de Atenção, memória e concentração

Neste nível, manter a atenção e lembrar-se de coisas, compromissos, tarefas e demandas simples se torna cada vez mais difícil. O profissional passa a ter “brancos” e a esquecer-se do caminho para o trabalho, nome de colegas, de forma recorrente e progressiva.

 

Quem são os responsáveis?

De imediato, tendemos a pensar que nesta situação os grandes responsáveis pelo estresse do profissional no trabalho são os empregadores. Entretanto, ao longo da minha caminhada nos mais diversos tipos de empresas em nosso país, vejo que, tanto empregado, quanto empregador, têm responsabilidade sobre o que acontece.

No caso do profissional, vejo que, no ímpeto de crescer e obter sucesso na carreira, muitos não medem esforços para alcançar seus objetivos, dedicando-se além de seus limites ao trabalho e às suas atividades profissionais. Dessa maneira, quando percebem, já costuma ser tarde demais e, o que antes era apenas cansaço, acaba se agravando e se tornando algo mais sério, ou seja, o estresse começa a tomar conta e o indivíduo pode até mesmo desenvolver uma doença ocupacional.

No que tange a responsabilidade da empresa, muitas costumam também exigir em demasia de seus colaboradores, com cobranças excessivas, estabelecendo metas muitas vezes inalcançáveis e não assumindo a responsabilidade que lhes cabe, no que diz respeito à organização como um todo. O que vejo, é que muitos gestores responsabilizam seus funcionários pelos erros, culpando-os por todo o fracasso que a empresa enfrenta ou pode vir a enfrentar.

Diante disso, acredito que seja fundamental que ambas as partes encontrem maneiras eficientes para evitar que tal situação se agrave, a ponto de causar maiores consequências, tanto à empresa, quanto ao profissional.

 

Como lidar com o estresse profissional?

Acima eu citei alguns sinais que funcionam como um primeiro alerta para entender que alguma coisa está muito errada e tomar uma providência. Mas o que fazer? Primeiramente, é importante que o profissional consiga identificar qual fase do estresse no trabalho está vivendo. Caso já esteja no esgotamento, é imperativo que procure apoio de um psicólogo o mais rápido possível, evitando que haja piora no quadro. No entanto, se estiver em uma transição do alerta para a resistência, é possível tomar algumas atitudes para melhorar a situação.

 

Organize seu tempo e respeite o limite

Um dos maiores causadores de estresse no ambiente de trabalho é a sobrecarga de trabalho, que pode fazer com que o colaborador permaneça até mais tarde na empresa e trabalhe durante o final de semana. Para mudar esse quadro, a primeira coisa a se fazer é organizar minuciosamente todas as principais tarefas a serem feitas, dando prioridade a elas. No entanto, caso ao terminar de organizar as tarefas, o colaborador perceber que a carga de trabalho que recebe é superior ao que consegue executar, é imprescindível conversar com superior para que haja uma melhor distribuição das tarefas.

A vida não é só feita de trabalho

Dedicar-se a sua profissão é importante, sim, mas não deve a única coisa em sua vida. Passar um tempo com os amigos e a família, rindo e se divertindo, ajuda a tornar o dia a dia estressante do trabalho mais suportável. Em seus momentos fora da empresa, busque realizar atividades que sinta prazer. Ter um hobby, como cozinhar, por exemplo, melhora a qualidade de vida e ajuda a evitar quadros de estresse.

Sinta-se bem no ambiente de trabalho

Nós passamos 8h ou até mais dentro da empresa, por isso, garantir que esse tempo seja o mais prazeroso possível é de suma importância. Ter um bom relacionamento com os seus colegas de trabalho é essencial, pois esse convívio deixa o ambiente mais leve e descontraído, eliminando aquele clima pesado que torna todas as situações estressantes ainda piores.

Acredito, verdadeiramente, que após a leitura deste artigo, você terá ainda mais recursos para se empoderar e não se deixar levar pelo ritmo frenético que, por vezes, acaba consumindo nossas energias e nos esgotando, mental e fisicamente. Entenda, que somente você é o responsável pelo seu bem-estar, sendo assim, dê prioridade a ele, para que você possa alcançar ainda mais resultados extraordinários em sua jornada evolutiva.

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A Dimensão Espiritual do Coaching

A Dimensão Espiritual do Coaching

Quando decidi escrever sobre Coaching e Espiritualidade refleti sobre como as pessoas poderiam compreender essa ligação. Há muita gente que diz realmente que o Coaching tem algo de religioso, de místico, mas esses comentários geralmente vêm carregados de preconceito e desconhecimento. Ignoram, portanto, a importância da espiritualidade na vida das pessoas e acreditam que atribuir uma dimensão espiritual a algo é empobrecê-lo. Ledo engano.

Há uma vertente do trabalho com Coaching que prima pelo seu aspecto técnico; supervaloriza suas ferramentas e o distanciamento entre quem conduz e quem é conduzido no processo de Coaching. Respeito profundamente quem opta por essa forma de trabalhar. É uma forma válida e com certeza alcança alguns resultados, mas definitivamente não é a forma de Coaching que adotamos no Instituto Brasileiro de Coaching – IBC.

Dizer que há uma dimensão espiritual no Coaching é afirmar que há algo muito maior que nos liga uns aos outros e todos ao Universo. Você pode dar a esse algo sobrenatural o nome que fizer mais sentido para você. Eu sou cristão e chamo de Deus. Mas você não precisa ter a mesma espiritualidade que eu, você pode chamar de outro nome, pois isso não faz diferença. Você pode até mesmo optar por não dar nenhum nome, afinal de contas nem tudo que sentimos precisa ser nomeado.

Quando estamos trabalhando com aquilo que chamo de desenvolvimento humano não podemos simplesmente virar as costas para o fato de que as pessoas acreditam nessa força maior, que não alcançamos com as mãos, mas que sentimos quando olhamos nos olhos das pessoas e abraçamos de uma forma que não só o corpo se toca, mas também uma essência inexplicável, mas poderosa, toma conta de nós.

Você já experienciou um abraço em que você era capaz de sentir mais que apenas o corpo da pessoa?

Você já experienciou um “olho no olho” em que você tenha enxergado dentro do outro ser humano como se estivesse conectado com ele?

Você já experienciou um encontro entre duas ou mais pessoas que parecia o “céu na terra”, pois todo o tempo, o espaço e as coisas lá foram perdiam o sentido diante da força da energia que invadia aquele lugar?

Essas coisas que estou pontuando são para você entender não podem ser explicadas, elas só podem ser sentidas. Essas são experiências muito poderosas que só podemos viver quando entendemos que o outro ser humano que está na minha frente partilha comigo da mesma essência divina.

Não importa se o que a outra pessoa quer é melhor de vida, ser promovido na empresa, superar um trauma ou ser um pai e marido melhor. A demanda que alguém traz para ser trabalhada no Coaching não importa. O que importa é a pessoa que veio até você. Se as pessoas não forem mais importantes que suas demandas, não há Coaching com alma.

Há sim uma dimensão transcendental no Coaching que fazemos e ensinamos. Há uma espiritualidade que vai além da religiosidade, uma conexão para além dos corpos que se tocam. Provocamos nas pessoas a sensação que elas são ilimitadas, pois mesmo quando não estiverem aqui, seu legado, se for suficientemente forte, manterá sua memória, seus pensamentos, seus valores.

Mais do que isso: a dimensão espiritual nos permite curar os outros e também a si mesmo. E quando falo em curas não estou falando de milagres bíblicos, estou falando de um processo de ressignificação tão profundo que qualquer pessoa que passe por ele é capaz de enxergar sua vida de forma totalmente nova, apagando definitivamente as negações, as limitações, os medos, as inconformidades, as incertezas, as culpas, os traumas.

Se isso não for parte de uma sobrenaturalidade que adicionamos ao Coaching, realmente não sei como outra pessoa explicaria isso. Não sei realmente como se pode usar todas as ferramentas científicas para coisas simples, como identificar seu perfil profissional, para chegarmos ao ponto de promover curas profundas. Isso para mim só pode ser chamado de espiritualidade.

A Evolução é Uma Lei Divina

Evolução, essa é a palavra-chave para nossa vida, e também é a palavra que norteia a filosofia Coaching. Somente o autoconhecimento nos leva a níveis profundos de nossa evolução. É para evoluir física, mental e espiritualmente que buscamos o conhecimento, e, com ele, a mudança de hábitos, crenças e o alinhamento de nossa história e missão de vida.

A evolução é uma lei divina. Tudo evolui, tudo se transforma. Todos nós saímos um dia do plano de luz, em que também éramos luz, nos submetemos a esse plano para adquirirmos valores próprios, deixarmos um legado e um dia retornarmos ao mesmo plano. Para evoluir, encaramos nosso mundo interior com nossas questões existenciais e essenciais, e confrontamos o mundo exterior com suas preocupações materiais e sociais.

Se as condições externas são importantes para o nosso bem-estar e para o processo evolutivo, as internas o são muito mais. Isso porque as externas modificam-se, são transitórias, já as condições internas quando maduras e mais bem desenvolvidas se transformam em nossa âncora que nos segura nos momentos difíceis, geram saúde e equilíbrio físico. Porém, esse crescimento, que nos leva de um estado a outro, ascendendo no plano evolutivo, requer esforço e foco, pois não é fácil.

Ele é fruto da leitura, reflexão, prática, aperfeiçoamento pessoal e espiritual. Esse é o caminho pelo qual vamos despertando os altos valores que existem latentes em nossos espíritos. Os desafios e dessabores cotidianos, quando bem trabalhados e desenvolvidos a partir da filosofia Coaching, têm a capacidade de despertar nossas habilidades, e a cada passo percorrido ressignificando nossas experiências adquirimos as competências necessárias para a vida o que nos possibilita crescermos humana e espiritualmente.

A espiritualidade é uma dimensão importantíssima do homem, e renegá-la é renegar uma parte de si mesmo. Nossa evolução caminha no sentido da dimensão supranatural, como faremos isso se acreditamos que a finitude da matéria é a finitude de tudo?

Espiritualidade abrange propósito de vida, crença (principalmente em si mesmo), e pode ser estimada como uma das mais humanistas e sublimes forças de caráter. E humanismo, em seu sentido amplo, quer dizer valorização do ser humano e da condição humana acima de todas as coisas – relaciona-se com a generosidade, compaixão e preocupação em dar valor aos atributos e às realizações humanas.

A espiritualidade é definida como o empossamento de crenças coerentes a respeito da acepção do universo e do seu lugar nele, bem como na crença em um propósito maior. Ela não precisa estar ligada à religião, pois religião diz respeito a práticas ligadas a uma doutrina e a espiritualidade está vinculada à expansão de nosso ser por meio do conhecimento da essência do Universo, seja por meio da religiosidade ou não.

Em outras palavras, é a característica ou qualidade daquilo que é espiritual. Espiritualidade é uma predisposição humana de procurar acepção para a vida através de conceitos que transcendem aquilo que é tocável, em busca de um sentido de conexão com algo maior que si próprio.

Um indivíduo espiritualizado e amparado em sua fé tem uma consciência bastante maior de si mesmo, do mundo, dos seus pontos fortes e limitações, e das experiências que preenchem a história de vida de cada ser humano. Esse indivíduo busca exercitar, dia após dia, suas crenças e seus valores morais e éticos, tornando-os presentes em cada pensamento, comportamento e ação, assim como, aplicá-los na efetivação de relacionamentos positivos.

A espiritualidade é um elemento que nos direciona e é de extrema importância na definição do propósito de vida e na construção do legado que um indivíduo quer deixar. Na minha filosofia de vida, e do mesmo modo aqui neste livro, eu parto do pressuposto que tudo no Universo está interligado, nossas mentes, nossos comportamentos e nossos espíritos.

Acredito que o meu trabalho como coach busca nos desenvolver de maneira suprema, tanto do físico quanto do espiritual, em uma excelente caminhada em seu processo evolutivo, permitindo que saiamos do comum e trivial para ousamos ir além!

A Multidimensionalidade da Espiritualidade

A ideia de que vivemos apenas em um mundo físico, de que somos apenas matéria encontra cada vez menos ressonância no mundo, inclusive na ciência. Vivemos em um mundo multidimensional. A nossa realidade não é formada apenas pelo mundo físico, palpável, que é possível ver e pegar, a realidade vai muito além disso.

Quando nos predispomos a abrir a consciência, automaticamente condicionamos nosso cérebro a ampliar nossa noção de realidade e passamos a identificar novas frequências e dimensões. A multidimensionalidade implica na compreensão de que a realidade é composta por diferentes níveis de vibração de natureza física (palpável) e espiritual (não palpável) que estão conectados e se desenvolvem simultaneamente em uma mesma realidade.

Pessoas que têm conhecimento desta multidimensionalidade e da espiritualidade saem da percepção trivial e passam a perceber a realidade a partir de uma consciência e de uma energia diferentes. Para compreender melhor o que estou falando, imagine uma floresta com muitos animais e um pequeno lago. Imagine essa paisagem o mais real possível. Agora essa realidade será observada a partir de diferentes perspectivas e filtros. Algumas pessoas vão se atentar para a beleza das flores. Outras vão observar o cenário como um todo, o céu, as árvores, os animais andando. Essas duas percepções correspondem ao que nossos olhos podem ver e nossas mãos podem tocar.

Mas se passarmos a enxergar com os olhos internos e não mais com os externos, a percepção que vamos ter será outra. Os nossos olhos internos e espirituais vão nos revelar outro lado dessa paisagem. Vamos sentir a energia que a natureza transcende a vida, como todos os detalhes estão interligados para que a natureza funcione. Podemos ter diversas percepções de um mesmo fenômeno.

A forma como nós vemos e sentimos vai depender da perspectiva e filtro que estamos enxergando e também do nível de desenvolvimento espiritual e humano que cada pessoa se encontra. A espiritualidade é definida como o empossamento de crenças coerentes a respeito da acepção do universo e do seu lugar nele, bem como na crença em um propósito maior. Está vinculada à expansão de nosso ser por meio do conhecimento da essência do Universo, seja por meio da religiosidade ou não.

Em outras palavras, é a característica ou qualidade daquilo que é espiritual. Espiritualidade é uma predisposição humana de procurar acepção para a vida através de conceitos que transcendem aquilo que é tocável, em busca de um sentido de conexão com algo maior que si próprio. A espiritualidade é um elemento que nos direciona e é de extrema importância na definição do propósito de vida e na construção do legado que um indivíduo quer deixar.

Há muitos cenários possíveis. Pode ser que você seja uma pessoa extremamente religiosa e, mesmo assim, pouco espiritualizada. Pode ser que você seja uma pessoa religiosa e, ao mesmo tempo, com uma espiritualidade vigorosa. Pode ser que você não tenha religião alguma e goze de uma espiritualização sublime. Pode ser também que você não se considere uma pessoa espiritualizada, mas suas práticas humanitárias te levem a ser uma pessoa espiritualizada, mesmo que não se considere assim.

Características De uma Pessoa Espiritualizada

  • Possui uma percepção diferente e holística da realidade que está à sua volta.
  • Possui facilidade de compreender e aceitar as diferenças.
  • Tem consciência da relevância de viver processos internos como forma de evolução de sua fé e espiritualidade.
  • Sua espiritualidade confere à sua vida a sensação de segurança, autoconhecimento, filiação, pertencimento, liberdade e identificação.
  • A maneira como vive a sua fé inspira e motiva as pessoas ao seu redor.
  • Sente grande identificação com a natureza e, por isso, aprecia o ato de cuidar e contemplá-la.
  • Procura exercitar diariamente sua fé e fazê-la presente em cada pensamento, comportamento e ação, e também aplicá-la na construção de relacionamentos positivos.

 Diferenças entre Religiosidade e Espiritualidade

  • A religiosidade determina um caminho por meio de uma prática sistemática.
  • A espiritualidade não necessita de práticas pré-determinadas, pode fluir livremente ou adotar práticas que façam sentido.
  • Em geral, a religiosidade apregoa ícones de fé, mestres, exemplos a serem replicados (como Jesus Cristo).
  • A espiritualidade não obriga que o modelo de alguém seja seguido, mas é comum e aconselhável que haja figuras inspiradoras.
  • As verdades dentro das religiosidades estão determinadas de forma dogmáticas.
  • Pessoas espiritualizadas, mas que não seguem uma doutrina podem mesclar crenças sempre agregando coisas que parecem ser benéficas.
  • A religiosidade é quase sempre familiar, cultural, algo que trazemos de nossas famílias, amigos, que compartilhamos desde nossa infância.
  • A espiritualização é algo muito particular desenvolvido durante a vida.
  • Na religiosidade, encontramos conforto e respostas.
  • A espiritualização também nos dá conforto, mas todas as respostas podem mudar, pois nada é definitivo.

 

A espiritualização nos leva a ter uma consciência maior e nós mesmos e do mundo. Passamos a nos conhecer melhor e a identificar nossos pontos fortes e limitações. Esse indivíduo busca exercitar, dia após dia, suas crenças e seus valores morais e éticos, tornando-os presentes em cada pensamento, comportamento e ação, assim como, aplicá-los na efetivação de relacionamentos positivos.

Uma das perguntas que mais escuto quando o assunto é espiritualidade é se espiritualidade e religiosidade é a mesma coisa, e a resposta é não. O conceito de religiosidade está ligado a instituições religiosas estruturadas e a um conjunto determinado de crenças, enquanto a espiritualidade remete a experiências individuais relacionados aos significados pessoais e de transcendência.

A religiosidade é o reflexo de um conjunto de crenças, rituais e liturgia que condiciona todos os seus adeptos a seguirem para terem um relacionamento com Deus ou deuses. Sabe quando você vai à missa e tem que seguir uma série de ações que vão desde ficar em pé na hora enquanto o padre lê a Bíblia, até tomar a hóstia santa? Ou também às práticas que um pastor indica a seus fiéis, desde os jejuns até as leituras… Essas ações são exemplos que demonstram os ritos e rituais de religiosidade.

A espiritualidade está muito mais ligada às experiências pessoais que cada indivíduo tem ao longo de sua vida e a forma como cada experiência o afeta. Para ser uma pessoa espiritualizada não é necessário seguir nenhum tipo de religião. Há muitas pessoas que se intitulam “espiritualizadas não religiosas”, esses indivíduos buscam desenvolver dia após dia uma filosofia de vida que o condicione a um desenvolvimento espiritual, com a natureza, pessoal e interpessoal através de crenças, valores e ações coerentes.

Conseguiu visualizar melhor os componentes de cada elemento espiritual? E você, se sente uma pessoa mais religiosa ou mais espiritualizada? Compartilhe sua visão e experiência pessoal nos comentários.

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Fonte: http://www.jrmcoaching.com.br/blog/ser-um-coach/dimensao-espiritual-do-coaching/

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