O Valor da Cultura Organizacional

O Valor da Cultura Organizacional

Cultura é aquilo que os colaboradores fazem quando o empresário, líder ou empreendedor não está na empresa. É algo forte e onipresente, ou seja, que está presente em todas as ações de todos os membros de uma organização. Estes comportamentos podem ser vistos, sentidos e vividos de forma prática pela equipe, pois são os elementos que guiam seu trabalho e decisões diárias.

Não por acaso a Cultura Organizacional é como uma bússola, um GPS ou um mapa, direcionando as ações das pessoas e orientando os profissionais e os líderes sobre o que podem ou não fazer. Quando estas diretrizes são claras, congruentes, as ações dos colaboradores acabam sendo muito mais assertivas; corretas e produtivas, o que gera resultados melhores também.

Por outro lado, quando a cultura não está evidente ou não é pautada em valores positivos, os funcionários acabam agindo conforme o seu próprio entendimento e tendo atitudes nem sempre compatíveis com o sucesso da empresa. Num ambiente assim, a falta de direcionamento acaba gerando uma grande desorganização, ou seja, cada um faz seu trabalho de um jeito e o senso de grupo acaba sendo prejudicado.

Quando os valores são positivos, todos, dos líderes aos trabalhadores operacionais, agem conforme o que a empresa

acredita, defende e prevê. Se, por exemplo, existe a cultura de custos enxutos, não faz sentido que os líderes ostentem e gastem o dinheiro da organização com luxos. Do mesmo modo, se o negócio prega o respeito às diferenças, não permitirá que de modo algum haja qualquer tipo de ato discriminatório entre seus colaboradores no seu ambiente.

Neste sentido, vale ressaltar que a cultura organizacional deve ter sempre como referência a missão, visão e os valores da empresa. São estes três elementos-chave que representam a essência do que é uma organização seja qual for o seu porte ou segmento. Logo, é preciso haver uma coerência entre os valores e aquilo que o negócio faz. Quando os preceitos são colocados de lado, consequentemente, os funcionários perdem seu referencial e a empresa a sua base, o seu significado.

Por certo, o que faz com que uma cultura seja edificada são os exemplos positivos ou negativos. Se os liderados testemunham o líder tendo maus comportamentos, logo a moral da instituição acabará sendo questionada também. Contudo, quando as ações dos gestores são congruentes com os valores da empresa e, estes são profícuos e benéficos, estas atitudes acabam disseminando comportamentos mais construtivos e produtivos em todos.

Exemplos de Cultura Organizacional de Grandes Empresas

Zappos

Funcionários felizes geram consumidores felizes também. Por isso na Zappos, empresa americana do grupo Amazon, é essencial contratar e ter apenas profissionais felizes que se identificam verdadeiramente com a visão e com a cultura organizacional da empresa.

Google

Renovar-se é essencial para continuar sendo uma grande empresa. Por isso, a cultura organizacional do negócio está sempre sendo atualizada de acordo com os novos tempos e desafios apresentados. Não por acaso, o Google está sempre investindo em novos projetos e buscando inovar.

Warby Parker

Criar um ambiente sempre colaborativo, composto por pessoas diferentes que sejam capazes de trabalhar em equipe e com verdadeiro espírito de grupo é o lema da Warby Parker, empresa americana de óculos.

Adobe

A confiança na equipe é a essência da cultura da empresa. Na prática, isso gera profissionais mais confiantes, independentes e autônomos, capazes de tomar decisões melhores e mais compatíveis com os resultados esperados pelo negócio.

Apple

Pautada por uma cultura que valoriza a proatividade, criatividade, qualidade dos produtos, liberdade e tem como foco dar maior autonomia aos seus profissionais, a Apple, mesmo sendo conhecida como uma empresa onde a pressão por resultados é grande, também busca colocar estes elementos em prática para motivar a equipe e extrair o melhor dos seus colaboradores.

3M

Melhorar e mudar o planeta para melhor por meio das novas tecnologias e dos avanços que cria neste sentido. Esta é a essência da cultura organizacional da 3M, que também defende e promove constantemente a inovação, a criatividade e o aprimoramento contínuo da equipe. Tanto é que seu lema é – “Ciência só é ciência se ajudar aprimorar o mundo.”.

O Que as Pessoas Têm a Ver com Isso?

A cultura de uma empresa é o reflexo das ideias, visões de mundo e dos comportamentos dos seus criadores. No ambiente empresarial, a forma de pensar do empresário está diretamente refletida na forma de gerir o seu negócio e de liderar as pessoas. Por isso mesmo, para que o empreendimento obtenha os re- sultados esperados pela linha de gestão adotada, é necessária à colaboração das pessoas, ou seja, a participação do seu capital humano.

Como sempre digo – empresas são os resultados de pessoas. Se tomarmos os exemplos dos modelos de cultura citados acima, em todos podemos perceber uma valorização não apenas da criatividade ou da inovação, mas do conjunto. Como tal é preciso entender que por trás de cada funcionário existe um ser humano com sonhos, ambições e necessidades que precisam ser entendias; respeitadas e levadas em conta também. Ignorar isso é um grande erro!

Logo, não dá para simplesmente impor aos funcionários seus preceitos e não considerar que eles fazem parte do seu negócio. O que eu quero dizer é que por melhor que seja sua cultura organizacional é preciso contar com profissionais que estejam verdadeiramente alinhados com os mesmos valores da empresa. Sem isso, as chances de insucesso são bem maiores, pois como disse antes, a cultura é algo forte e onipresente.

A americana Zappos, especializada em venda online de sapatos, por exemplo, tem como foco a formação de equipes de alto desempenho e na meritocracia. Por isso, só contrata “pessoas felizes” e conectadas com seus valores, uma vez que acredita que isso se reflete diretamente na forma como seus colaboradores tratam os seus clientes.

Outro ponto que vale destacar é que a empresa tem como a essência da sua política institucional reverter parte dos seus lucros para a promoção interna de sua cultura organizacional. Na prática, além de priorizar a excelência nos serviços prestados aos seus consumidores, visa também à satisfação da sua equipe por meio da manutenção de um ambiente de trabalho positivo, benefícios atraentes e da valorização e reconhecimento dos seus profissionais.

Nenhuma empresa cresce sem valorizar as pessoas que a compõem. Tanto é que negócios que visam apenas o lucro são aqueles onde as pessoas sentem-se menos conectadas à sua missão e onde o turnover é sempre maior. Este enaltecimento do capital humano faz com que os indivíduos sintam-se pertencentes a algo maior e tenha orgulho genuíno de fazer parte da organização.

Isso a que me refiro é essencial e muitas teorias sobre o assunto comprovam na prática o que estou afirmando e faço questão de ressaltar. Um destes conceitos é a teoria de Abraham Maslow sobre a Hierarquia das Necessidades Humanas. Aplicadas ao contexto de trabalho, este princípio defende a autorrealização profissional com um dos principais elementos à satisfação dos indivíduos em sua carreira e existência.

Neste sentido, foi a Psicologia Humanista que inspirou Abraham Maslow em seu brilhante trabalho. A abordagem defendia que todo ser humano tem a capacidade de autorrealização e, para isso possui uma força interior que lhe permite ser dono de si mesmo, dos seus desejos, vontades, necessidades e pensamentos. Também é este poder que nos faz ir além, que determina a nossa personalidade, que nos ajuda e motiva a seguirmos em frente e a conquistar nossos sonhos, metas e resultados extraordinários.

O que isso quer dizer? Que de modo geral quando as pessoas não se sentem plenamente reconhecidas, recompensadas e valorizadas, quando são privadas de fazer emitir suas opiniões, de fazer suas escolhas pessoais e de realizar suas metas e sonhos profissionais por meio do seu trabalho, que elas acabam se tornando mais infelizes e insatisfeitas e, consequentemente, menos produtivas. Por outro lado, os indivíduos encontram espaço para realizar seus alvos e construir seus resultados na carreira, aumenta também sua satisfação.

E foi exatamente para ilustrar e explicar quais são as nossas necessidades em todos os níveis, que Maslow desenvolveu a Hierarquia das Necessidades Humanas. Para isso, o psicólogo exemplificou como as nossas vontades e anseios se manifestam e, como a privação e o não atendimento destes instintos básicos do ser humano, podem provocar a queda em sua autoestima, autoconfiança e motivação, inclusive, em seu trabalho diário.

Para que possa entender com clareza como estas cinco necessidades humanas se aplicam à rotina de um profissional, eu trouxe uma breve explicação de como o ser humano se comporta em cada nível. Portanto, para formatar, desenvolver e fortalecer uma cultura organizacional, que seja verdadeiramente condizente com o sucesso que a empresa deseja obter é fundamental observar estes pontos citados por Maslow para não deixar que o ativo mais importante do negócio – os seus profissionais – não sejam colocados de lado.

Fonte: https://www.jrmcoaching.com.br/blog/o-valor-da-cultura-organizacional/

Psicologia Financeira – Um Caminho Para Seu Controle

Psicologia Financeira – Um Caminho Para Seu Controle

O dinheiro, por si só, não é capaz de trazer felicidade, porém o uso sem controle do mesmo pode causar o efeito contrário. Afinal, um indivíduo que está com muitas dívidas acumuladas certamente terá a sua tranquilidade prejudicada, pois estará sempre pensando em seus credores e em como fará para pagá-los. Um caminho bastante interessante para evitar esse tipo de problema é a psicologia financeira, que tem como objetivo ajudar as pessoas a construírem uma relação mais saudável e positiva com o dinheiro.

O Que é a Psicologia Financeira?

A psicologia é uma ciência focada no comportamento dos seres humanos e na forma com a qual eles agem em relação ao mundo ao seu redor. Pode ser voltada para a vida, de uma maneira geral, ou tratar de temas específicos, como é o caso da psicologia financeira. Afinal, as nossas escolhas, incluindo as relacionadas ao dinheiro, têm uma forte ligação com o nosso estado emocional.

Como bem disse o grande investidor norte americano Warren Buffet, se você não pode controlar as suas emoções, também não conseguirá controlar o seu próprio dinheiro. Nesse sentido, um indivíduo que se deixa levar pelas emoções e age de maneira impulsiva, certamente irá realizar gastos desnecessários, o que pode vir a prejudicar o seu orçamento e chegar, até mesmo, a comprometer o seu patrimônio.

O objetivo da psicologia financeira, mais do que apenas educar, é tratar a raiz do problema que muitas pessoas têm em relação ao dinheiro. Assim, elas poderão compreender melhor as suas emoções e descobrir a origem de crenças que carregam sobre o assunto, a fim de solucionar todas essas questões internas e passar a fazer escolhas mais seguras e equilibradas.

A Influência das Crenças na Relação Com o Dinheiro

Um dos principais motivos que leva as pessoas a terem problemas para lidar com suas finanças são as suas crenças. Dessa forma, alguém que cresceu ouvindo de seus familiares que ter ambições e desejar ter mais dinheiro era ruim, irá associá-lo a coisas negativas. Outros tipos de crenças e costumes incluem: investimentos são para ricos, quanto mais parcelada uma compra for melhor será, usar o cartão de crédito de forma desenfreada, não ter o hábito de registrar gastos e daí por diante.

Um bom profissional especializado em psicologia financeira tem todas as condições para auxiliar essas pessoas a ressignificarem as suas crenças limitantes e a construírem uma nova relação com o dinheiro, com base em informações reais e em técnicas verdadeiramente eficazes. Trata-se de um processo em que o indivíduo deixará de olhar para a mesma direção e terá uma visão mais ampla a respeito dos seus aspectos financeiros.

Dicas Para Construir uma Relação Positiva Com o Dinheiro

Por mais que o acompanhamento de um profissional seja importante, existem algumas medidas que você pode começar a adotar sozinho para que passe a lidar com o dinheiro de forma cada vez mais positiva. Coloque as dicas a seguir em prática e veja como essa relação irá se transformar.

1 – Analise a Sua Situação Financeira Atual

A primeira atitude a ser tomada é fazer uma análise minuciosa sobre a sua situação financeira atual. Não tenha medo de dar esse passo, pois ele será o início de uma transformação, que pode ser desafiadora, mas irá te proporcionar uma vida mais tranquila. Saiba exatamente quanto ganha e quanto gasta mensalmente, pois essas informações serão fundamentais para os passos seguintes.

2 – Registre Todos os Valores

Agora é hora de eleger um meio para que registre todas as suas entradas e saídas de dinheiro, como se fosse uma empresa. Pode ser um aplicativo, uma planilha ou uma agenda de papel, se achar mais prático. O importante é que seja algo que tenha facilidade para usar, pois isso irá se tornar parte da sua rotina. Poder visualizar todos os seus gastos irá permitir que diferencie o que é necessário do que pode ser eliminado.

3 – Elimine os Gastos Desnecessários

A etapa seguinte envolve verificar quais gastos que tem atualmente e que pode eliminar, como anuidades de cartões de crédito que não usa, taxas que o banco cobra e você não sabe o motivo, a assinatura de uma revista que mal lê, enfim, faça uma verdadeira faxina e verá quanto dinheiro conseguirá salvar cortando custos pequenos e que pareciam inofensivos.

4 – Leve a Sério Sua Relação Com o Dinheiro

É fundamental que você esteja realmente disposto a mudar e leve a sério essa transformação. Afinal, de nada adianta seguir todos os passos por uma ou duas semanas e, logo depois, voltar para a estaca zero. Para ajudar nisso, é importante que tenha um objetivo maior, algo que te motive a continuar firme na mudança de comportamento para que possa realizar, como a compra de um bem, por exemplo.

5 – Pense Com a Razão Antes de Comprar

Muitas pessoas dizem que fazer compras é relaxante e vão ao shopping quando precisam se acalmar. Saiba que esse é um comportamento que deve ser completamente evitado, afinal a compra é um ato que deve acontecer quando se tem uma necessidade, por isso a razão deve vir sempre em primeiro lugar. Acumular objetos em casa que não terão utilidade não é nada saudável, sem contar no risco de se endividar em uma dessas ocasiões.

6 – Utilize as Facilidades Que Seu Banco Oferece

Hoje em dia, os bancos oferecem aos seus clientes inúmeras facilidades, como aplicativos que permitem realizar transações em questão de segundos, utilizando o celular. É interessante utilizar essa praticidade para se organizar e manter os seus pagamentos em dia. Apenas tome o cuidado de seguir todas as recomendações de segurança para que a sua conta fique resguardada.

7 – Pense no Futuro ao Tomar Decisões Financeiras

Por fim, procure sempre considerar o futuro antes de tomar decisões financeiras. É claro que é importante viver o presente e desfrutar de experiências que irão, de alguma forma, agregar em sua vida. Entretanto, é fundamental que haja um equilíbrio, para que construa um amanhã positivo para você e sua família.

Se deseja aliar a esse processo de transformação metodologias que te ajudem a, também, traçar metas para alcançar os seus objetivos, procure por um Coach Financeiro. Esse profissional irá auxiliar você a descobrir todo o potencial que possui para lidar com o seu dinheiro com sabedoria e, assim, conquistar tudo o que deseja.

 

Fonte: https://www.jrmcoaching.com.br/blog/psicologia-financeira-um-caminho-para-seu-controle/

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