A Força da Catarse

A Força da Catarse

Talvez catarse não seja uma palavra muito familiar para você, mas tenho certeza que conhecê-la fará muito sentido na sua vida, além do que, você reconhecerá muitos momentos em que viveu um processo de catarse.

Trata-se de um conceito que nasce em Aristóteles, ou seja, e´, antes de tudo, uma reflexão filosófica. Mas ultrapassa a filosofia alcançando as artes, a psicologia e até a medicina. Há uma diversidade de situações catárticas que nos alcançam em nossas vidas e elas constituem momentos de grande relevância na nossa história.

A catarse acontece dentro da gente. É desencadeada por uma ação humana, como quando pedimos perdão ou perdoamosalguém; ou pela arte, como quando assistimos uma peça de teatro ou filme que mexe com alguma coisa dentro de nós; ou também em situações terapêuticas e espirituais, como durante o processo de constelação ou em uma reunião religiosa.

A catarse como quando nossos sentidos despertam alguma emoção em nós. Um evento catártico ele é sentido e não compreendido. Ou seja: é preciso usar mais que a razão e a cognição. Muitas vezes é preciso inclusive neutralizar essa razão.

Esse sentimento muito forte pode se manifestar externamente ou não. Muitas pessoas acreditam que o choro é o único sinal de emotividade, mas não se engane, há coisas extraordinárias que acontecem dentro de nós que não necessariamente se manifestam em forma de choro.

Contudo a catarse não é uma emoção apenas. A catarse acontece como um possível resultado dessa emoção desencadeada. Ela se caracteriza por um profundo sentimento de libertação, de absolvição, de purgação. Nós carregamos pesos que nem ao menos conhecemos. Temos muitas “bolas de ferros” em nossos pés e acabamos naturalizando esses excessos. As situações catárticas nos livram dessas bolas.

Na filosofia a catarse aparece mesmo com o sentido de uma purificação após uma situação de muita força emocional. As tragédias gregas eram consideradas profundamente catárticas: tanto as catarses aconteciam nos personagens que eram encenados, quanto no público que assistia as peças.

Na visão aristotélica, a literatura, o teatro e a música provocam no homem uma sensação de alívio e de reflexão sobre si e sobre a vida, também desencadeiam o remorso e a alegria. A arte, revelar os conflitos humanos, escancarando-os, desperta no expectador o terror, a piedade, o ódio e todos os demais sentimentos que, ao final, leva-os à expiação de suas próprias emoções.

A elevação espiritual catártica não tem diretamente ligação com a espiritualidade, mas sem dúvida podemos afirmar que a espiritualidade também provoca a catarse nas pessoas. A expiação de nossas faltas e os sentimentos de expurgo são muito próprios dos discursos religiosos, dos mais diversos. Na tradição católica, por exemplo, há o momento da confissão dos pecados ao sacerdote.

Uma pessoa que aguarda sua confissão está em sofrimento, tensa por dizer coisas que gostaria de guardar e esquecer, nervosa e ansiosa pelo que irá ouvir do sacerdote, e constitui uma situação de angústia. Contudo, depois de passar pelo constrangimento de ter dito seus pecados, ao sair do confessionário, a sensação é de perdão, alívio e elevação espiritual.

Os processos sistêmicos, como a Constelação e o Psicodrama são fortes promotores de catarse. Há pessoas que defendem que, durante a constelação, as pessoas sofrem, uma vez que observam e vivenciam conteúdos muito dolorosos, mortes, rompimentos familiares, agressões, abortos, muita coisa que, revivida, causa dor, sofrimento e angústia. Isso é verdade. Mas o que a constelação promove não é sofrimento, mas catarse.

Quando uma pessoa visualiza seu mapa familiar no campo quântico, ela reavive as sensações, e isso pode causar um aparente sofrimento. Mas ao final o sentimento não é de uma continuação da dor, mas de uma libertação dessa dor.

A catarse é um sofrimento acompanhado de alívio, como se as prováveis dívidas tivessem sido pagas, a culpa tivesse sido apagada, e, por isso, o sofrimento cessasse. Definitivamente.

Moreno, criador do psicodrama, criou o termo “catarse de integração”. Esse termo vem da observação de que as situações dramáticas, em situação de tratamento psicanalítico em grupos, constituem-se em uma

série de situações de catarse, até dias depois da realização do grupo. Essa catarse acompanha a integração pessoa/grupo; corpo/mente; mente/ espírito; interno/externo; realidade/fantasia.

Catarse de integração também define um processo de catarse em que a catarse de um indivíduo está ligada à do outro. Num processo sistêmico por excelência. É uma ação catártica coletiva, em conjunto. O grupo acolhe, reconhece e potencializa a libertação de cada. O grupo funciona como um potencializador, como um megafone que amplifica os efeitos do fenômeno.

Não se espante, nem tenha medo. Da mesma forma que o Coaching nos revela nossa face e somos obrigados a olhar para nossas sombras, os processos sistêmicos nos provocam esse choque com nossa história. O medo nos impede de caminharmos rumo à libertação do medo.

O psicoterapeuta Wilsson Castelo de Almeida, compilando estudos sobre o termo catarse de integração, sistematizou três formas de catarse em grupo que constam no livro “Psicoterapia Aberta”:

Catarse de integração revolutiva

Nesta forma, o paciente e o grupo passam pelo acontecimento catártico que os revoluciona interiormente, sensibilizando-os e mobilizando-os para novos e oportunos aprofundamentos.

Catarse de integração resolutiva

Nesta forma, o grupo e o paciente têm vivência e consciência de todo material psicológico-existencial

recalcado, reprimido e oprimido. Como um relâmpago, gravam-se-lhes no espírito as possibilidades de um novo universo e um novo crescimento, dos indivíduos e do grupo. São catarses de grande força dramática e estas, sim, são de ocorrência rara e responsáveis por sessões esteticamente belas e emocionalmente significativas.

Catarse de integração evolutiva

Nesta forma, o paciente e o grupo vão somando gradativamente elementos catárticos parciais, surgidos no decorrer do processo. Vão também encampando elementos vivenciados em outros modos de ação, tais como o insight, insight psicodramático, feedbacks, love- backs, confrontos, encontros etc. De sessão a sessão, de dramatização a dramatização, a quantidade e a qualidade dos afetos e da compreensão da dinâmica interrelacional vão se modificando, até que um dia finaliza-se o processo.

As experiências de coletiva são sempre muito mais poderosas, no sentido de transformação, porque precisamos do coletivo, para sermos amados, sentidos, ouvidos e respeitados. O coletivo envolve todo o grupo e depende de uma sólida formação do coach/constelador.

Fonte: https://www.jrmcoaching.com.br/blog/a-forca-da-catarse/

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Roda do Processo de Tomada de Decisão

Roda do Processo de Tomada de Decisão

Tendo pensado sobre a rapidez e a sensatez na tomada de decisão,  é bom conhecermos como esse processo se constrói na nossa vida. O ponto de partida é reconhecermos que estamos a todo o momento, estamos tomando decisões. Ir ou ficar, comer agora ou mais tarde, aceitar um convite ou deixar para depois, recusar ou aceitar um novo trabalho, outra demanda ou um novo cliente. Nestas e noutras situações temos que exercitar a nossa tomada de decisão e, buscar fazer sempre a melhor escolha possível.

Entretanto, enquanto algumas pessoas gostam de tomar a dianteira de suas vidas tendo sempre à mão o poder de decidir, outras refutam completamente e fogem de contextos que requerem sua opinião direta. Isso ocorre em decorrência de inseguranças, baixa autoestima ou mesmo por medo de se comprometerem.

Porém, tanto em nossa vida pessoal como profissional, não dá para terceirizar certas decisões e deixar que outras pessoas decidam o que é melhor para nós. Por isso mesmo é que precisamos desenvolver esta capacidade e assumir o controle de nossos desejos e opiniões e mostrar a todos quem realmente somos e do que gostamos ou não.

Para compreender o processo de tomada de decisão foi desenvolvida a Teoria da Decisão, tendo como propósito estudar os processos envolvidos no ato de decidir. Segundo essa teoria, para entender como tomamos nossas decisões é importante fazer uma análise psicológica, no que tange os aspectos cognitivos e comportamentais da mente humana, bem como elementos da matemática, filosofia e estatística com o propósito de desvendar quais são as influências no processo de tomada de decisão em diferentes contextos e momentos.

Ao decidirmos algo, nós usamos argumentos reais ou imaginários para nos ajudar em nossas deliberações. Para isso, a Teoria da Decisão leva em conta quais são os valores, objeções, alvos e intenções da pessoa e o que ela considera importante ou não quando precisa dar um parecer sobre algo ou alguém.

Somos o resultado das nossas escolhas, logicamente aquilo que conquistamos ou deixamos de conquistar na vida pessoal e profissional é fruto das decisões que tomamos, portanto, quem decide com clareza, consciência, responsabilidade e assertividade tem bem mais chances de alcançar seu estado desejado e a satisfação que busca.

A Roda do Processo de Tomada de Decisão tem cinco dimensões, cada uma delas indica um elemento influenciador das nossas decisões e, por conseguinte, indica um tipo de ativadores mentais que está mais presente na nossa psique.

Abaixo há as cinco dimensões. Atribua ao final uma nota de 0 a 10 para o grau de influência que cada uma dessas dimensões tem em sua vida cotidiana, incluindo sua vida profissional. Ao final, transfira o resultado para a Roda.

1-Decisão baseada no Instinto

Este é o tipo de decisão baseado em nossos instintos mais orgânicos, naquilo que nasce conosco, que está em nosso sangue e que nos faz agir sem mesmo termos sido, conscientemente, ensinados de como fazer algo. Um bom exemplo é quando somos recém-nascidos, quem nos ensinou a mamar? Ninguém! Porém, por um instinto nato de sobrevivência já buscamos o peito de nossa mãe para nos alimentar.

As decisões baseadas em instinto são impensadas, ou seja, não há nenhum grau de racionalização por trás delas. Estão geralmente ligadas à sobrevivência e podem ser, muitas vezes, eticamente questionáveis, mas também podem criar atos de heroísmo, como quando alguém corre algum risco de vida e outra pessoa instintivamente a socorre, colocando-se também em risco.

Um sina de que a decisão foi tomada instintivamente é quando alguém nos pergunta posteriormente: “por que você fez isso?”. Essa pergunta, que denota surpresa, mostra que, racionalmente, talvez essa decisão não fosse tomada. Decisões instintivas nos fazem também, esconder algumas falhas, pessoas. É algo absolutamente humano e presente no dia a dia de todos nós, mas o processo de racionalização faz com que a gente se distancie dessa forma de agir.

Você costuma agir instintivamente? Costuma tomar decisões absolutamente espontâneas e somente pensar depois da decisão tomada?

De 0 a 10, o quanto você avalia que toma decisões por instinto? sendo 10 um representativo de grande frequência e 0 de baixa frequência.

2-Decisão baseada em Crenças Subconscientes

Você já conhece a teoria sobre as crenças, que é uma das bases teórico-metodológicas do Coaching. Nossas crenças determinam nossas ações, emoções, nossa percepção do mundo, nossa autoestima e nossa capacidade de desenvolvimento pessoal e profissional e, a maioria das nossas crenças são inconscientes. Isso quer dizer que não sabemos que elas estão agindo em nós.

As crenças são incutidas em nós em todo nosso processo evolutivo. Desde a nossa infância estamos absorvendo uma infinidade de crenças que nos fazem tomar decisões com base nos paradigmas que acreditamos serem as verdades a serem seguidas. Como tal, estas ideias podem ser tanto positivas como negativas e dependem muito do conjunto de crenças que o profissional alimenta. Um dado importante é que quando tomamos decisões baseadas em crenças inconscientes, nossa mente considera, principalmente nossas experiências passadas, nossas memórias de fatos parecidos com o atual.

Neste caso, o processo de tomada de decisão também não é racional, sendo estimulado por sentimentos e emoções que nem sempre são os melhores. Talvez o exemplo mais claro seja a subestimação das mulheres. Quando um líder, um empresário, tem uma crença, inconsciente, de que mulheres não seriam tão boas quanto os homens em determinadas funções, ele acaba inconscientemente nunca selecionando uma mulher. Na cabeça dele foi apenas o fato de um homem ter se saído melhor na entrevista, mas na verdade, desde o início do processo seletivo, ao ver uma mulher, o inconsciente já aciona uma desconfiança que o faz nem cogitar a possibilidade.

Bem como as decisões instintivas, as decisões tomadas pelas crenças inconscientes só são percebidas quando algo nos desperta para a leitura crítica desse fato. Talvez, agora, lendo essas linhas, seja a primeira vez que você pensa sobre isso. Um modo de percebermos se estamos ou não agindo inconscientemente é perceber a carga emocional desencadeada pelo processo de tomada de decisão. Em geral, vivenciamos decisões como essas com emoções muito intensas, seja de alegria quando funciona ou com muita raiva e remorso quando não funciona.

Será que suas emoções não estão pesando muito nos seus processos decisórios. Ou será que não é necessário equilibrar as emoções e reavaliar as crenças para tomar decisões melhores?

Você tem percebido que seu grupo de crenças têm agido inconscientemente nos seus processos decisórios? É capaz hoje de refletir criticamente sobre isso e sobre as emoções desencadeadas pelo resultado das suas decisões?

De 0 a 10, o quanto você avalia que toma decisões baseado em crenças que outrora eram inconscientes?

3-Decisão baseada em racionalização

O processo de racionalização exige de nós grande poder de planejamento e de análise de variáveis. É um processo em que a decisão é resultado do pensamento e não mais do impulso ou da emoção. Não é que o campo emocional esteja de alguma forma neutralizado, ele apenas não tem o mesmo poder de influenciador como nas decisões baseadas nas crenças inconscientes.

Quando uma pessoa tem seu processo decisório baseado na racionalização, tende a tomar decisões com maior potencial de sucesso, mas para isso depende da possibilidade de racionalizar, que exige, sobretudo tempo e o máximo de informações possíveis sobre o assunto. Embora pareça o melhor modelo de tomada de decisão, muitas vezes o excesso de racionalização torna as decisões demoradas e com sua efetividade prejudicada.

Na racionalização, bem como nas crenças inconscientes, há a forte influência das experiências passadas, que constroem a história de cada um de nós. Isso é ao mesmo tempo um porto seguro e um empecilho de mudança. Quando ficamos muito presos a experiências e à nossa vida pregressa tendemos a construir um futuro muito parecido com o passado. Por isso, esse modelo decisório pode impedir decisões criativas, ousadas e com grande potencial transformador.

De qualquer forma é muito positivo racionalizar, ponderar, analisar variáveis antes de decidir sobre algo. Desde um simples cardápio para o almoço de domingo (que por impulso podemos fazer uma feijoada, mas ponderando o todo e buscando informações, descobrimos que há um convidado vegetariano), até algo importante como uma recolocação profissional ou um reposicionamento de marca.

Você tem o hábito de planejar suas decisões levantando todas as hipóteses e variáveis que possam ter algum impacto no processo?

De 0 a 10, o quanto você avalia que toma decisões baseadas em análises, planejamentos, mentorias e dados?

4-Decisão baseada em Valores

Não que tomar decisões baseado em valores não seja, de alguma for- ma, um processo de racionalização, mas aqui há um elemento novo: a coerência com os valores morais, pessoais, religiosos, organizacionais, familiares, humanos… enfim. Decisões que visam não apenas gerar sucesso, mas visam estar em consonância com um conjunto de critéri- os que consideram os principais valores do sujeito ou da organização.

Muitas decisões, às vezes, nos colocam em confronto com nossos valores. Se uma empresa precisa cortar custos, por exemplo, ela pode diminuir despesas de diversos lugares, mas sabemos que o que mais pesa nas saídas de uma empresa é a folha de pagamento. Sendo as- sim, a solução mais imediata seria a demissão de alguns funcionários. Caso a empresa tome essa decisão, contará com a compreensão de todos, por causa do cenário de crise, contudo, por conta dos valores pessoais e sociais da empresa e dos empresários, pode ser que em- presa decida não demitir ninguém e encontrar outras formas de diminuir as despesas.

Os valores passam a pesar quando vemos que algumas vezes deixamos de lucrar ou abrimos mão de alguma vantagem, para nos manter- mos fieis a algum princípio que faça sentido para nós. Esses princípios podem vir de muitos lugares. Se eles norteiam prioritariamente suas decisões, você acaba de encontrar o elemento central do seu processo decisório.

A racionalização nos leva muitas vezes ao esvaziamento dos princípios. Isso não é nem bom nem ruim, é apenas um fato que nos ajuda a compreender tudo que envolver decidirmos sobre algo. Decidir com base em valores significa fazermos, nós mesmos, um julgamento de moral e de coerência de nossas próprias decisões.

Você percebe que seus valores morais, religiosos e/ou humanos pesam nas suas decisões, mesmo que isso signifique algum prejuízo ou  a perda de alguma oportunidade?

De 0 a 10, o quanto você avalia que os valores impactam nas decisões que você toma?

5-Decisão baseada na Intuição

A intuição nesse caso não pode ser confundida com as crenças sub- conscientes. São essencialmente diferentes. As crenças subconscientes e o instinto estão ligados ao automatismo da sobrevivência e às memórias e crenças absorvidas por nós. A intuição, por sua vez, não está baseada em histórias passadas ou nos impulsos emocionais, ela está ancorada numa percepção de nível muito sutil, uma percepção que transcende nossos cinco sentidos.

A intuição pode ser algo desenvolvido, mas também podemos nascer com uma intuição já muito aberta. O que chamamos de “feeling” também é uma forma de intuição. A intuição não é racionalizada ela é um campo da espiritualidade. Ela não nasce na consciência ela nasce da nossa porção subceptiva, ou seja, da nossa essência, do nosso self 2, da nossa porção divina, que se liga a todos os elementos desse mundo.

As mulheres costumam se valer do seu “6° sentido”, que nada mais é que um sentido que não é físico, como o tato ou o olfato, mas um sentido que é abstrato, imperceptível, mas tão real quanto qualquer outro.

Decisões baseadas na intuição podem ser difíceis de serem aprova- das em um grupo de líderes, por exemplo. “Vamos investir no produto X”, “por quê?”, “Por que minha intuição diz que será muito bom”. Parece estranho?

Pode ser um pouco ilógico, mas é tão possível quanto qualquer de- cisão baseada em números, estudos e gráficos. Contudo, é sempre um risco, porque o “dono” da intuição assume sozinho os riscos pelo sucesso e pelo insucesso. É uma forma que não se assemelha a numa das abordagens anteriormente apresentadas. A justificativa talvez não seja consciente nem inconsciente, mas baseado em algo que não pode ser completamente explicado e que se reflete de uma sabedoria que orienta a decisão do gestor.

Você confia na sua intuição a ponto de usá-la como base para suas decisões do dia a dia? Confia ou desconfia do seu feeling? Confia ou desconfia da sua capacidade de perceber para além dos 5 sentidos?

De 0 a 10, o quanto você avalia que usa sua intuição nos processos decisórios?

Agora transfira para a roda os valores atribuídos a cada campo e verifique visualmente os elementos que mais têm atuado na sua forma de decidir sobre sua vida, sobre sua carreira e que dizem um pouso sobre sua performance nesse processo.

Fonte: https://www.jrmcoaching.com.br/blog/roda-do-processo-de-tomada-de-decisao/

A Negatividade Causada Pelo Tédio

A Negatividade Causada Pelo Tédio

Sentir-se entediado vez ou outra é natural e, inclusive, é importante aprender a lidar com ele. Contudo, quando se torna um estado constante, é necessário se atentar para entender as razões desse sentimento e encontrar soluções para vencê-lo. O tédioprolongado e a falta de objetivos podem levar um indivíduo a tomar atitudes de maneira impensada, encontrando formas prejudiciais de ocupar o seu tempo e que podem se transformar em problema.

O Que é o Tédio?

Uma pessoa que tem objetivos e está envolvida em uma rotina que inclui trabalho, obrigações com estudos, a casa e a família e outras atividades, pode se sentir entediada de vez em quando, como em um domingo em que não tem nada para fazer, por exemplo. Já aquela que está vivendo de forma automática, sem pensar a respeito do seu propósito, tem mais chances de se deixar frequentemente influenciar pela negatividade causada pelo tédio. É uma sensação de que algo está faltando e não se tem motivação para reagir.

A ausência de objetivos e motivações atrai a negatividade porque leva um indivíduo a se sentir incapaz de agir, transformar e realizar seus sonhos. Então, forma-se um ciclo de inércia, frustração e infelicidade, que se torna cada vez mais intenso. Muitos tentam preencher esse vazio através de atividades nocivas, como: compulsão por compras, comida, jogos de azar, consumo excessivo de álcool e drogas, entre outras, e, assim, colocam a sua saúde e segurança em risco.

Para se livrar do tédio e de toda a sua negatividade, é necessário preencher o tempo com coisas positivas, ter momentos de qualidade com aqueles que ama, cuidar de si, descobrir qual é o seu propósito e buscá-lo todos os dias através de suas ações. Encontrar um significado para a sua existência é o caminho para viver de forma plena e feliz.

Atitudes Poderosas Para Eliminar o Tédio da Sua Vida

Veja que atitudes deve tomar para se livrar de uma vez por todas da sensação de tédio e inércia. Através de cada uma delas conseguirá honrar a oportunidade de viver cada dia e construir uma história de aprendizado e evolução e felicidade também, afinal, ser feliz ajuda a curar o tédio e traz perspectivas novas e mais positivas à nossa vida de modo geral.

1 – Descubra o Que Realmente Quer Fazer

O tédio é marcado por uma sensação de não ter nada para fazer, mesmo que se tenha uma extensa lista de obrigações, desejos ou sonhos a serem cumpridos. Na realidade, o ponto crucial aqui não está na quantidade de coisas que se tem para fazer, mas sim na qualidade e no significado que cada uma delas tem para o indivíduo.

A melhor forma de descobrir o que realmente deseja fazer é se observando e se questionando a respeito de suas prioridades, anseios e objetivos. Assim, será possível encontrar respostas para que a sua vida passe a ter um sentido que te motive a desfrutar de cada dia com alegria.

2 – Planeje o Seu Dia

Para evitar que o tédio apareça, comece a planejar o seu dia com as tarefas que deseja realizar. Inclua não apenas as obrigações, mas também atividades que lhe deem prazer e estejam de acordo com o que descobriu ao seguir o passo anterior.

Essa atitude irá promover uma grande transformação na sua vida, porque também fará de você uma pessoa muito mais produtiva e consciente em relação às suas qualidades e ao seu potencial. Assim, a satisfação que terá ao realizar tudo ao qual se propôs irá te afastar cada vez mais do tédio.

3 – Elimine Distrações

O tédio tende a aparecer quando se está realizando alguma atividade de pouca importância, como navegar na internet sem um objetivo ou assistir programas de TV que não lhe interessam. Como são coisas que geralmente se realiza sem muita atenção, abre-se espaço para distrações, que são as responsáveis por tornarem aquele momento entediante.

Para evitar que isso aconteça, opte por fazer algo pelo qual realmente tem interesse e mantenha o foco naquilo. Assim, estará desfrutando do seu tempo com qualidade e sem abrir espaço para o tédio. Outra dica bacana é buscar reinventar sua rotina e procurar, mesmo nas atividades cotidianas, novas formas de realizar suas tarefas e hobbies.

4 – Encontre um Hobby

Encontrar um hobby é uma maneira extraordinária de aproveitar os seus momentos livres com qualidade. Ler livros, assistir filmes e séries, fazer trabalhos manuais, viajar, desenvolver um talento novo, envolver-se em um projeto social, fazer parte de um grupo com algum objetivo em comum, tudo isso são exemplos de atividades que irão preencher os seus dias e te levar a adquirir mais autoconhecimento e desenvolver novas habilidades e conexões com outras pessoas diferentes e interessantes.

5 – Pratique Exercícios Físicos

Você não precisa ser um atleta para praticar exercícios físicos, basta que escolha uma atividade que goste e comece em um ritmo mais leve, até que o seu corpo se acostume. As opções são muitas e podem se encaixar facilmente no seu dia a dia, como caminhar ou correr, andar de bicicleta, dançar, praticar esportes em grupo. Se exercitar é bom para a saúde, para a mente e estimula a produção da serotonina, o hormônio responsável pela sensação de bem-estar e felicidade.

6 – Aprenda Coisas Novas e Se Desafie

Por mais conhecimento e experiências que já tenha acumulado no decorrer da vida, sempre há espaço para coisas novas. Por isso, quando começar a se sentir entediado e achar que não tem nada de interessante para fazer, experimente encontrar um novo desafio.

Explore novas áreas, conheça locais da sua cidade que nunca visitou, converse com pessoas que tenham profissões diferentes da sua, faça novos cursos. Essa constante busca pelo novo fará com que os seus dias se tornem muito mais interessantes e irá te motivar a explorar o universo ao seu redor e evoluir cada vez mais.

7 – Busque a Qualidade no Momento Presente

Para espantar o tédio da sua vida é necessário se esforçar para desfrutar do seu tempo com qualidade. Então, ao invés de pensar no que fez ontem ou no que precisa realizar amanhã, mantenha o foco no agora. Ao se sentir entediado, pense o que pode fazer para que esse momento seja agradável e produtivo. De repente, seguir uma das dicas anteriores, como ler um livro, sair para caminhar ou dar um passeio pela cidade. Não deixe para amanhã, faça hoje isso por você.

Por fim, podemos concluir que o tédio prolongado é nocivo porque pode levar uma pessoa a ficar desanimada, sem perspectivas e até mesmo a agir de maneira impensada para preencher o vazio que está sentido. Para evitar que isso aconteça, busque sempre se preencher com sentimentos e atividades que agreguem e tragam um significado importante para os seus dias. Use sua criatividade, pense no que pode fazer de diferente, ouse livrar-se do tédio e preencha a sua vida com os momentos maravilhosos que você pode e merece ter. Permita-se!

Fonte: https://www.jrmcoaching.com.br/blog/negatividade-causada-pelo-tedio/

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